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Expedição Amazônia Shanenawa

Expedição Amazônia Shanenawa: Um mergulho profundo na ancestralidade do Acre

Vivência de 8 dias em aldeia indígena no coração da Floresta Amazônica proporciona conexão espiritual, cultura viva e saberes tradicionais do povo do pássaro azul

O Acre guarda em sua imensidão verde um dos legados mais preciosos da humanidade: os povos originários. Inserido na região norte da Floresta Amazônica, o estado é um dos territórios mais preservados do Brasil, cortado por trilhas ancestrais e marcado por sabedorias que resistem ao tempo. A Amazônia, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, é também palco de vivências espirituais e ecológicas que atraem o mundo para sua essência.

Entre os povos que vivem em harmonia com a floresta, os Shanenawa — termo que significa “povo do pássaro azul” – se destacam por sua espiritualidade profunda e conhecimentos medicinais. A aldeia, cercada por igarapés de águas cristalinas e árvores centenárias, está localizada no município de Feijó, próximo ao Rio Envira. Este território é rico em recursos naturais, como plantas medicinais, frutas e materiais para a confecção de artesanato. Uma biodiversidade única, essencial para a subsistência e a preservação da cultura dos Shanenawa.

Os Shanenawa possuem uma história de resistência diante dos impactos da colonização e da exploração econômica de seus territórios. Sua cultura é um convite para quem busca transformação, escuta e reconexão com a natureza e consigo mesmo. E é nesse espírito que surge a Expedição Amazônia Shanenawa: uma experiência imersiva de 8 dias que é uma verdadeira ponte entre mundos.

INÍCIO DA EXPERIÊNCIA

A jornada começa em Rio Branco. O primeiro dia é livre para explorar a capital acreana. Visite o Mercado Velho, onde artesãos locais vendem peças em borracha e madeira, e prove a autêntica culinária amazônica. 

No segundo dia você irá acordar cedo, tomar um café reforçado e pegar estrada rumo a Feijó. A viagem dura aproximadamente 8 horas, em veículo 4x4. Pelo caminho, as paisagens vão mudando da urbanidade de Rio Branco para os primeiros vislumbres da floresta intocada. Na hora do almoço, uma parada estratégica para um almoço com pratos regionais.

https://youtu.be/vpD1mCd0HfM

A chegada à aldeia Shanenawa é no final da tarde e você será recebido com um ritual emocionante. As mulheres da comunidade, vestidas com trajes tradicionais adornados com miçangas, entoam cantos de boas-vindas enquanto os homens executam danças circulares ao redor de uma grande fogueira. Esta primeira noite termina com os anciões compartilhando histórias ancestrais sob um céu estrelado tão brilhante que parece palpável.

IMERSÃO NA CULTURA

O terceiro dia começa com um despertar para mais um capítulo de transformação. Após o café, chega o momento de tocar com as mãos e o coração o artesanato ancestral dos Shanenawa. Pulseiras, cestarias e trançados carregam desenhos sagrados, símbolos da conexão entre o povo e os espíritos da floresta. Em seguida, um banho purificador no açude da aldeia convida à entrega. Suas águas frescas limpam não só o cansaço do corpo, mas também as energias que já não servem mais.

O almoço, simples e afetuoso, aquece como abraço. Na sequência, a oficina de pintura corporal indígena cria um elo entre você e a história viva da floresta a partir de cada traço. Quando a noite chega, a aldeia se recolhe em silêncio respeitoso. Em volta do fogo, conversas profundas sobre as medicinas e tradições preparam quem sente o chamado da cerimônia sagrada: um mergulho espiritual que transforma, cura e resgata memórias da alma.

O quarto dia convida à pausa. O corpo se refaz em águas serenas, os pensamentos se aquietam. Após o almoço, a sabedoria das mãos se revela na oficina de tecelagem com palha, onde cada fio entrelaçado é um gesto de continuidade cultural. E quando o sol suaviza o céu, é hora de receber o banho de ervas, com folhas frescas que tocam a pele como bênçãos da mata. À noite, as palavras dos mais velhos ecoam como cantos antigos, e a história do povo Shanenawa é sentida como um sussurro da floresta ao coração.

VOCÊ SABIA? O povo Shanenawa carrega, com coragem, uma história de resistência diante das feridas da colonização e da exploração de seus territórios. Hoje, eles mantêm viva sua cultura com orgulho, através de rituais sagrados, do artesanato e do etnoturismo consciente, com práticas que fortalecem sua autonomia e inspiram todos que cruzam seus caminhos.

CERIMÔNIA DE MEDICINA SAGRADA

O quinto dia nasce com aromas acolhedores e um café da manhã que desperta os sentidos e a alma. Em seguida, a floresta te convida a um mergulho profundo em seus mistérios, guiado por um guia da aldeia que, com sabedoria ancestral, revela os segredos da vida que pulsa entre folhas, raízes e cantos de pássaros. O almoço na aldeia é um ato de comunhão com a terra.

À tarde, um banho de argila medicinal transforma corpo e espírito, numa purificação que toca fundo. Quando o sol começa a se despedir, o céu se pinta de laranja e dourado, criando o cenário perfeito para um jantar especial com peixe preparado nas folhas sagradas da floresta. E, para quem sente o chamado, a noite reserva a potência silenciosa da Cerimônia de Medicina Sagrada, um rito de cura, introspecção e conexão com o invisível.

Participar da Cerimônia de Medicina Sagrada é opcional. Durante a expedição, duas cerimônias serão realizadas, cada uma com duração de 4 a 6 horas. As medicinas usadas nas cerimônias são: ayahuasca, bebida utilizada para expandir a consciência e promover cura espiritual; rapé, pó feito de tabaco e ervas que auxilia na limpeza energética e na abertura de canais espirituais; e sananga, um colírio natural usado para limpar a visão física e espiritual. 

O CORAÇÃO DA FLORESTA

Após um café da manhã partilhado com afeto e simplicidade, o sexto dia se abre como um presente. As exposições de artesanato encantam os olhos e tocam o coração, revelando as mãos que moldam a memória e a beleza de um povo. As brincadeiras indígenas, por sua vez, devolvem o riso leve, o espírito lúdico e a alegria de estar presente, de corpo inteiro, naquele tempo que parece desacelerar.

À medida que o sol se despede atrás das árvores, tingindo o céu com tons dourados e rosados, você mergulha no pôr do sol nele, sentindo-se parte da floresta, da aldeia, e da história viva dos Shanenawa. O jantar que se segue é uma celebração da jornada vivida até aqui, com sabores que aquecem a alma. E quando a noite cai em definitivo, a magia se acende ao redor da fogueira. A música, os cantos, os sorrisos e as palavras de gratidão criam uma atmosfera única.

A expedição está chegando ao fim. O sétimo e último dia guarda um dos momentos mais simbólicos da jornada: o plantio de árvores na Amazônia. Cada muda colocada na terra carrega a promessa de vida, um gesto de gratidão à floresta que te acolheu e um elo silencioso com as gerações que ainda virão. É um ato simples, mas cheio de significado! Na parte da tarde, é hora de despedir da aldeia e iniciar o caminho de volta para Rio Branco. O dia seguinte é livre para explorar a cidade ou pegar o seu voo para conhecer outro destino brasileiro.

DETALHES ESSENCIAIS PARA SUA JORNADA

A região amazônica apresenta um clima quente e úmido durante todo o ano, com chuvas frequentes que variam de rápidas e intensas a mais constantes. Entre maio e setembro, as chuvas tendem a ser menos volumosas, mas a umidade permanece. A hospedagem na aldeia será em cabanas, e é essencial levar sua própria barraca, saco de dormir ou rede. A vacina contra febre amarela é recomendada com pelo menos dez dias de antecedência.

Para aproveitar a jornada com conforto e segurança, é importante levar roupas leves, de secagem rápida e que protejam do sol e dos insetos, como camisetas de manga longa e calças. Leve também repelente, protetor solar, calçados adequados para trilhas, produtos de higiene biodegradáveis, seus medicamentos de uso pessoal e uma lanterna com baterias extras. Uma câmera ou celular pode registrar momentos especiais, sempre com respeito às orientações da comunidade quanto às fotos.

A Expedição Amazônia Shanenawa é uma celebração da vida em sua forma mais pura. Uma oportunidade rara de aprender com os guardiões da floresta, escutar o canto da mata e sentir o tempo da natureza. É preciso coragem para se desconectar do mundo lá fora e se conectar com o que há de mais essencial dentro de nós!

COMO CHEGAR

Aeroporto Internacional de Rio Branco - Plácido de Castro

VIVALÁ

A Vivalá acredita que o turismo sustentável é fator chave para o desenvolvimento socioambiental e empoderamento de comunidades brasileiras. Por isso, a empresa cria expedições que são transformadoras para os viajantes, as comunidades e o planeta. Quer saber mais sobre essa e outras vivências? Acesse o site www.vivala.com.br/.

Informações do parceiro
Vivalá